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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Entre o uísque e o energético


Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é!
Manter-se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim.
Mas por que reclamam depois?
Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida.
Não dá infelizmente para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém.Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado.
A palavra de ordem hoje é "namorix".
A pessoa pode ter um, dois e até três “namorix” ao mesmo tempo.
Dificilmente está apaixonada por seus “namorix”, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.
Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.
Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.
Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais.
Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão.
O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram ( pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras.
Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição.
No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram.
Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.
Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados.
Somos livres para optarmos.
Ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...
É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade.
É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.
É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo e não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também...
É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.
De: Mônica Montone

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estou cansada...

    
...Cansada das pessoas me magoarem e simplesmente dizerem “sinto muito”, “desculpa”. Essas palavras não curam um coração partido!

... De buscar um amor perfeito, embora saiba que esse amor, de fato, nunca vai existir. Cansada de não poder dizer o que guardo dentro de mim, por que sei que não serei compreendida.

... De descobrir que mesmo olhando nos olhos, as pessoas não são sinceras e que por trás de um belo sorriso pode haver muita maldade, frieza e mentiras.

... De confiar, de acreditar, de ser ingênua e achar que tudo o que me dizem é verdade. De esperar que as pessoas, assim como eu, não dizem o que não sentem.

... De querer o que não posso ter, de amar pela metade, de não poder me apaixonar de verdade, estou cansada de sentimentos vazios e promessas falsas.

... De querer quem não me merece. De esperar de mais das pessoas e me decepcionar. De chorar por quem não vai enxugar minhas lágrimas !!! E de esperar por alguém que partiu e não vai mais voltar...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E quando me libertei...

Eis que estava eu assim... meio que inerte, meio que anestesiada, sem acreditar que conseguira me libertar...


Sim,  me libertei! Depois de tanto tempo vivendo uma situação, disfarçada por uma relação que me consumia as energias,  e por vezes a alegria também.
E nesse ponto, me desvio pra fazer um questionamento a mim, e a você que porventura esteja lendo estas confusas linhas:
 Porque nos acostumamos com o que não nos faz bem? Sim... nos acostumamos.
 Pessoas, lugares... situações que nos dão uma sensação falsa de total felicidade, e nesse ponto, friso que as pessoas são especialistas nisso. 
Sim, somos,  pois estamos ali, fazemos de tudo para cativar alguém, ser amado, fazer falta pra certa pessoa, nos mostramos os melhores que podemos ser... Daí o tempo  passa,  - e é claro, ninguém é perfeito - e  os defeitos "aparecem",  ou na verdade sempre estiveram lá... E é ai, que nossa "falsa felicidade" mostra as caras, e percebemos que esperamos demais, queremos demais...talvez sonhemos demais. Daí me lembro de uma frase que ouvi em algum lugar:  "Não espere dos outros aquilo que você ainda não pode oferecer, ou seja:  PERFEIÇÃO.
Ai nesse ponto, quando nossos ideais de perfeição se perdem, "nos tocamos"  que o outro é tão humano quanto nós, e  pode sim nos machucar.
 E nesse papo todo, onde entra a história da LIBERTAÇÃO?...
É fato que quando você está completamente envolvida por uma situação, - e nesse caso leia-se PESSOA - ela já te mostrou coisas que você gosta, e já fez  você gostar dela,  daí  os defeitos fatalmente, vão "se mostrar pra você" e daí talvez, e só talvez eles sejam um pouco demais pra que você conviva com eles,

Mas mesmo assim,   chega uma hora em que  torna-se cômodo  (apesar de tudo) continuar em sua "zona de conforto" , e mais, junte-se a isso o fato de você se importar muito com o sofrimento,  que uma libertação desse relacionamento causaria  no outro (sim porque ele tem defeitos, mas inegavelmente também gosta de você).

Resumindo, tá ruim, mas dá pra suportar, e apesar de tudo ele(a) é uma boa pessoa, e não quero vê-lo (la) sofrer... 
Mas ai, deveria ser o momento de você se perguntar e EU??? E a minha infelicidade a cada briga, desentendimento  situações de desconfiança, e de desconforto causadas pela junção de defeitos de duas pessoas???
Foi ai que depois de  anos, de confusão emocional, ligadas a um relacionamento de seis anos (eu sei...) eu me fiz esta pergunta, e mais , eu me perguntei, será que tá bom mesmo? Será que eu não to merecendo coisa melhor, e digo "coisa melhor"  não como quem procura "alguém melhor", digo isso como quem diz, se não tá bom, que problema tem em ficar de boa, e quem sabe sozinha encontrar felicidade? É, acho que tava fugindo desse encontro comigo mesma, e me refugiando em alguém... talvez.

Foi ai, depois de mais um de intermináveis conflitos com  o outro - que estavam sendo até mais constantes que os momentos felizes-  que eu me libertei...  Foi aos poucos, foi difícil.... Doeu e ainda dói...  
Mas é preciso sair do que é suportável,   pra encontrar o inimaginável.
 Pra sentir aquilo que você talvez não sentisse á tempos, porque uma"cortina" de comodismo, medo e sentimentalismo destrutivo, não te deixaram ver...

Ai talvez vocês podem estar pensando:  Agora ela está se descobrindo, e curtindo uma "vibe"  de estou feliz e estou sozinha... E vai ficar assim por um bom tempo.
 Bom isso não deixa de ser verdade, de fato eu estou me descobrindo uma "menina" mais forte do que pensei, e de fato estou curtindo uma "vibe de" estou feliz. Mas de FATO meu coração não quis ficar só... E isso é história pra um outro Post, qualquer dia desses ai... 

By.  PaTySOuSa